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sábado, 14 de julho de 2012

Paper*

Reflexão crítica, que articule inter-relações entre Ciência e Ciência da Informação, sob a ótica de cada proposta individual de pesquisa, indicando possíveis alterações na perspectiva de pesquisa: O patrimônio Arquivístico Brasileiro: Ações e Omissões do Estado.

É crescente e frequente o descaso com documentos de arquivo, em razão de diversos fatores e isso acarreta prejuízos uma vez que as informações arquivísticas devem assegurar a memória do estado e servir como elemento de prova e informação para tomada de decisão e como instrumento de desenvolvimento institucional e social, devendo o Estado garantir a sua proteção. Entretanto, questiona-se: a existência de legislação tem contribuído adequadamente para assegurar a proteção dos documentos e evitar condutas lesivas se notícias são publicadas nos jornais sobre o desmazelo com os documentos públicos?

A dificuldade para responder esta indagação demonstra a complexidade das ações que devem ser implementadas na administração pública para debilitar as condutas e práticas lesivas aos documentos arquivísticos. Tal condição resultou nos seguintes problemas norteadores da pesquisa: Quais as medidas promovidas pelo Estado para a proteção do patrimônio arquivístico brasileiro? Quais são as lacunas existentes que impedem a eficácia dessas medidas?

Compreender o alcance e os limites da intervenção do Estado brasileiro na proteção do patrimônio arquivístico do país é o objetivo central da pesquisa, ou seja, “conhecer o fenômeno que é o objeto da ciência” (TOMANIK, 2004 p. 17).

Uma ciência que está constantemente em busca de conhecer o dia a dia de suas pesquisas precisa investir em estudos. Jardim defende estratégias de pesquisa que abordem as questões do Estado e das Políticas Públicas e suas relações com o cidadão e afirma que alguns tópicos merecem ser desenvolvidos na ciência da informação, dentre eles, os documentos arquivísticos produzidos pelas organizações públicas (JARDIM, 1999 p.48).

Portanto, esta pesquisa, cujo tema é o patrimônio arquivístico, é do tipo exploratória, descritiva e qualitativa que buscará identificar: as ocorrências de práticas lesivas ao patrimônio arquivístico nos jornais e na internet; a existência de ações de investigação abertas pelo Ministério Público Federal - MPF sobre atos lesivos ao patrimônio arquivístico; a legislação que trata de proteção ao patrimônio arquivístico e as ações promovidas pelo Arquivo Nacional e IPHAN.

O acesso a informações no universo proposto é uma premissa possível na pesquisa, porém a possibilidade de encontrar obstáculos no acesso a documentos no MPF, não pode deixar de ser considerado, sinalizando, assim, possíveis alterações na perspectiva de pesquisa. Nesta senda, na ocorrência de tais obstáculos intransponíveis, a pesquisa será atenciosa à legalidade, tendo em vista a previsão constante nos dispositivos constitucionais e infraconstitucionais: segredo de justiça.

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* Mais uma contribuição da minha companheira de orientação, Cristiane Basques.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Produção científica

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo (Língua portuguesa esconde produção científica nacional), a produção científica nacional vem sendo pouco divulgada (citada) em relação aos outros países do mundo por conta do uso majoritário do Português como opção na escrita dos artigos e livros.

Segundo a reportagem, algumas publicações que tornaram-se bilíngues ou optaram pelo inglês como padrão estão tendo como resultado o aumento de citações em textos estrangeiros, o que é bom para a divulgação das pesquisas nacionais.


Acredito, realmente, que a produção nacional deva seguir padrões internacionais, porém o português não deve ser desprezado, uma publicação bilíngue seria mais acertada, mas a reportagem diz que é muito cara, entretanto, algumas áreas já obtiveram sucesso na normalização, como as de saúde e naturais, onde os nomes técnicos utilizados são em latim. Meu receio se dá pelo fato de o Mandarim já estar se tornando a linguagem dos negócios e que em algum tempo poderá se tornar a nova linguagem da ciência, por isso, creio que, talvez, seja a hora de sentarmos e discutirmos o melhor meio de escrever a ciência...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ciência

O que é ciência? Li um ótimo texto que pode nos esclarecer algo sobre essa dúvida.

O texto é de Newton Freire-Maia e se chama "O que é Ciência?". Num texto divertido e leve, o geneticista inicia falando o que não é ciência - magia, ufologia, astrologia, e outros ias... - e vai discorrendo sobre sua vida acadêmica em paralelo com o tema proposto.

Gostei muito do texto, porque ele fala - pelo menos pelo que entendi - que a ciência é fruto da sociedade, ou seja, ela reflete a sociedade em que está. Se no passado a ciência dizia que a Terra era o centro do universo, hoje temos a "certeza" de que o sol é o centro do nosso sistema solar, afinal, existem um número sem fim de outros sistemas solares. Sendo assim, a ciência daquela época era reflexo do domínio da religião e da Igreja sobre o conhecimento humano, o que Deus não explicava, era pagão e não merecia ser estudado ou tacava o autor no estudo na fogueira...



Fora o fato de que a ciência é mutável, bem como a sociedade, e se  transforma a cada dia, logo a certeza de hoje, pode ser a teoria furada de amanhã...

Ao longo do texto ele fala ainda que a construção da ciência é algo demorado e que emana de fatores não muito científicos, como a subjetividade humana, pois a mesma coisa ganha múltiplos significados, conforme o olhar de seus observadores, sendo assim, fazer ciência é fazer o que eu quero ou o que a sociedade quer.

Porém, a ciência não é aquela mágica disciplina que visa a tudo responder e salvar o mundo de suas mazelas... Na verdade, ela nasceu como meio de observar o mundo e compreender por que as coisas acontecem. Ou seja, ciência é entender e não solucionar!

Vale a pena ler o texto, bem como outros no mesmo viés, afinal o que é ciência?

PS: Se você pensa que a biblioteca, arquivos, museus etc, não estão inseridos nessa construção, lembre-se da frase do Indiana Jones, citada num post anterior... (veja aqui)